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Preços da soja estão em alta no mercado doméstico

30/06/2026 - 10h20m

Preços da soja estão em alta no mercado doméstico

Preços da soja estão em alta no mercado doméstico

O fortalecimento da demanda por derivados de soja nos Estados Unidos elevou as cotações do farelo e do óleo na Bolsa de Chicago na semana passada, dando sustentação aos contratos futuros da soja em grão. No Brasil, por sua vez, o maior interesse pela soja para exportação intensifica a disputa entre compradores externos e indústrias esmagadoras, elevando os prêmios de exportação e sustentando os preços domésticos. Nos Estados Unidos, a valorização dos derivados está atrelada ao aumento da demanda, tanto por consumidores domésticos quanto por compradores estrangeiros. A procura internacional foi reforçada após novos conflitos envolvendo navios no Estreito de Ormuz e pelas notícias de uma possível paralisação na Argentina, fatores que tendem a favorecer as exportações norte-americanas e brasileiras. Com base nos contratos Julho/26 negociados na CME Group, os futuros do farelo e do óleo de soja registram altas de 2,3% e de 1,6%, respectivamente, nos últimos sete dias, a US$ 339,73 por tonelada e a US$ 1.561,08 por tonelada.

No mesmo período, o contrato Julho/26 da soja em grão apresenta avanço de 0,42%, para US$ 11,27 por bushel. Esse cenário elevou a crush margin nos Estados Unidos em 6,41% nos últimos sete dias, para US$ 147,31 por tonelada. A participação do farelo na margem da indústria apresenta leve recuperação, atingindo, na semana passada, o maior nível do mês. Ainda assim, sua contribuição permanece em 47,19%, abaixo dos 52,8% observados para o óleo de soja. Vale lembrar que, para cada tonelada de soja esmagada, aproximadamente 78% resultam em farelo e apenas 19%, em óleo. No Brasil, o mercado registra aquecimento da demanda por soja em grão, com aumento da disputa entre indústrias esmagadoras e compradores externos. Esse movimento eleva os prêmios de exportação e sustenta as cotações domésticas. No Porto de Paranaguá (PR), para embarque em agosto de 2026, o prêmio de exportação é ofertado em +US$ 1,00 por bushel pelo comprador e em +US$ 1,10 por bushel pelo vendedor, acima dos respectivos US$ 0,96 por bushel e US$ 1,05 por bushel da semana anterior.

No mercado spot nacional, a liquidez destinada à exportação é limitada pela redução das cotas para embarques imediatos. Ainda assim, os preços retornaram aos patamares observados na primeira dezena de janeiro, em termos nominais. Nos últimos sete dias, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&F, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no Porto de Paranaguá, apresenta avanço de 0,3%, cotado a R$ 134,15 por saca de 60 Kg. Vale lembrar que, no dia 24 de junho, o Indicador havia atingido R$ 134,35 por saca de 60 Kg, o maior valor nominal desde 8 de janeiro deste ano. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ registra alta de 2,3% nos últimos sete dias, a R$ 127,50 por saca de 60 Kg, o maior valor nominal desde 9 de janeiro deste ano. Nos últimos sete dias, os preços registram alta de 1,9% no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e de 1,5% no mercado de lotes (negociações entre empresas). O dólar oscilou ao longo da semana passada, favorecendo, alternadamente, a competitividade das negociações no Brasil e nos Estados Unidos.

No mercado brasileiro de derivados, as negociações de farelo de soja se intensificaram, mas a perspectiva de oferta volumosa limita os reajustes de preços. Em média, o farelo apresenta valorização de 0,2% nos últimos sete dias. As negociações envolvendo o óleo de soja, por sua vez, permanecem lentas. Parte dos agentes aguarda maior demanda do setor energético no segundo semestre, fundamentada nas expectativas de elevação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, dos atuais B15 (15%) para B16 (16%) ainda neste ano. Vale lembrar que essa alteração estava prevista para março, mas foi adiada. Esse cenário tem limitado quedas mais intensas nas cotações do óleo de soja. Nesse contexto, o preço do óleo de soja (posto em São Paulo com ICMS de 12%) apresenta leve baixa de 0,05% nos últimos sete dias, cotado a R$ 6.408,70 por tonelada. Com a valorização da soja em grão no mercado doméstico, a crush margin da indústria brasileira segue em queda.

Com base nos preços da soja, do farelo e do óleo negociados no estado de São Paulo, a margem é calculada em R$ 315,32 por tonelada no dia 25 de junho, o menor valor desde 18 de julho de 2025, quando foi de R$ 270,04 por tonelada. Isso significa que o retorno da indústria sobre o custo da matéria-prima é de apenas 15,4%, o menor desde 18 de julho de 2025, quando foi de 12,9%. Sojicultores brasileiros seguem se preparando para o período de vazio sanitário, medida destinada ao controle da ferrugem asiática. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o período já teve início no Paraná (de 2 de junho a 19 de setembro, conforme a região, podendo terminar a partir de 31 de agosto), em Mato Grosso (de 8 de junho a 6 de setembro), em Mato Grosso do Sul (de 15 de junho a 15 de setembro), em Rondônia (de 10 de junho a 10 de setembro), em parte da Bahia (de 14 de junho a 7 de outubro, conforme a região) e em São Paulo (de 1º de junho até, no máximo, 15 de setembro, conforme a divisão regional do estado). Em Goiás, o período terá início em 27 de junho e se encerrará em 24 de setembro. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.

 

 

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