29/05/2026 - 09h56m
CANA : Síntese mensal das Tendências de Mercado 2026 / 2027
➔ A produçãoo brasileira de cana-de-açúcar deve atingir 709,1 milhões de toneladas na safra 2026/2027, com crescimento sustentado pela melhora da produtividade e pela expansã da área.
➔ As condições climáticas favoráveis elevam o potencial produtivo, enquanto os indicadores agrícolas mostram avanço tanto na produtividade quanto na qualidade da matéria-prima, com melhora do Açúcar Total Recuperável.
➔ O cenário favorece maior direcionamento da cana para a produção de etanol, diante da piora das cotações internacionais do açúcar e da maior rentabilidade do biocombustível.
➔ Mesmo sem a implementação do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, o setor já apresenta tendência de mix mais alcooleiro.
➔ Ao mesmo tempo, o crescimento da oferta global de açúcar mantém pressão sobre os preços internacionais, embora a suspensão temporária das exportações indianas contribua para limitar quedas mais intensas.
➔ Nesse ambiente, o etanol reforça seu papel estratégico para a rentabilidade do setor sucroenergético brasileiro.
➔ O início da safra ocorre em ambiente mais desafiador para os produtores, diante de custos elevados, mercado mais ajustado e pressão sobre os preços.
➔ O Indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ (cor Icumsa de 130 a 180) está cotado a R$ 94,08 por saca de 50 Kg, com recuo de 3,7% nos últimos 30 dias e de expressivos 29,4% nos últimos 12 meses.
➔ O mercado brasileiro de açúcar segue com baixa liquidez e preços pressionados no mercado físico, refletindo o avanço da safra no Centro-Sul e a postura cautelosa dos agentes.
➔ Os negócios estão concentrados em volumes pontuais e maior oferta de açúcar de menor qualidade, com as usinas mantendo resistência em aceitar preços mais baixos, enquanto compradores seguem abastecidos por contratos anteriores.
➔ No mercado internacional, porém, os preços encontram sustentação parcial diante da alta do petróleo, que reforça a competitividade do etanol e incentiva maior direcionamento da cana para o biocombustível.
➔ O mix açucareiro reduzido no Brasil e a suspensão temporária das exportações indianas contribuem para limitar quedas mais intensas das cotações globais.
➔ Ainda assim, o mercado mundial segue caminhando para superávit nas safras 2025/2026 e 2026/2027, com produção elevada na China, UE e Brasil.
➔ O El Niño no 2o semestre mantém o mercado atento aos riscos para a produção no Brasil, Índia e Tailândia.
Fonte : COGO Inteligência em Agronegócio