21/01/2026 - 11h55m
Cana / Açúcar : Síntese mensal das Tendências dos Mercados 2025 /2026
A produtividade da cana-de-açúcar no Centro-Sul apresentou recuperação em dezembro de 2025, atingindo 73,4 toneladas/hectare, representando avanço de 26,6% em relação às 58 toneladas por hectare registradas em dezembro de 2024.
Paralelamente, houve melhora na qualidade da matéria-prima, com elevação do Açúcar Total Recuperável (ATR) de 104,4 kg por tonelada para 117,9 kg por tonelada, crescimento de 12,9%.
No acumulado da safra 2025/2026, a produtividade média recuou 4,6%, totalizando 74,7 toneladas por hectare, frente a 78,3 toneladas por hectare no mesmo período da safra anterior.
A produção acumulada de açúcar no acumulado da safra 2025/2026 somou 40,158 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 39,815 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ciclo anterior.
Em contraste, a produção total de etanol no período atingiu 30,275 bilhões de litros, refletindo retração de 5,4% na comparação anual.
Desse volume, 18,725 bilhões de litros corresponderam ao hidratado, com queda de 8,2%, enquanto o anidro totalizou 11,550 bilhões de litros, com recuo de 0,4%.
A safra 2025/2026 mostra sinais de recuperação pontual de produtividade e qualidade no fim desta temporada.
O Indicador do açúicar cristal CEPEA/ESALQ (cor Icumsa de 130 a 180) está cotado a R$ 104,37 por saca de 50 Kg, com recuo de 5,7% nos últimos 30 dias e de expressivos 30,8% nos últimos 12 meses.
Esse movimento baixista está associado principalmente ao aumento da participação de lotes com coloração mais elevada (Icumsa até 180), de menor qualidade, nas negociações.
No cenário internacional, as cotações seguem pressionadas pelas expectativas de um superávit global superior a 2 milhões de toneladas na safra 2025/2026, além do forte crescimento da produção indiana, estimado em 21% na comparação anual.
Na Bolsa de Nova York (ICE US), os contratos do açúcar para os vencimentos em 2025/2026 oscilam entre 14,54 centavos e 14,96 centavos de dólar por libra-peso.
Por outro lado, projeções iniciais indicam uma redução de 3,9% na produção brasileira de açúcar na safra 2026/2027, o que tem limitado quedas mais acentuadas.
Essa redução está relacionada à maior atratividade do etanol, que tende a direcionar parte maior da cana-de- açúcar para a produção do biocombustível.
As perspectivas para os próximos meses indicam que a atratividade do etanol no Brasil seguirá como um dos principais fatores de formação de preços do açúcar
Fonte : COGO Inteligência em Agronegócio