ESPECIALISTA EM COMMODITIES
DESDE 1989

Atendimento

33 3331 1000

33 99977-1002

CHARBEL NEWS

Soja

Preços da soja seguem firmes com entressafra no Brasil e dólar

21/09/2021 - 9h29

Preços da soja seguem firmes com entressafra no Brasil e dólar . Charbel Felipe 

Tendência é altista para o preço da soja no Brasil

A tendência é altista para os preços no Brasil até o final da entressafra, em dezembro/2021, com a redução da oferta no disponível, prêmios em alta nos portos, dólar à vista sustentado ao redor dos R$ 5,20-R$ 5,35, dólar futuro em alta na B3 e cotações futuras relativamente firmes na Bolsa de Chicago, oscilando no intervalo entre US$ 12,50 e US$ 13,00/bushel para vencimentos até final de 2021. O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou a projeção de produção da safra 2021/2022 de 118,1 milhões de toneladas (em agosto), para 119,0 milhões de toneladas – porém, o número ficou abaixo das estimativas de mercado, dando sustentação às cotações futuras. Os vencimentos de 2022 em Chicago estão entre US$ 12,50 e US$ 13,00 por bushel, muito acima da média histórica dos últimos cinco anos para um período de colheita nos Estados Unidos.

Para 2022, a tendência é de um patamar médio de preços para a soja similar aos registrados neste segundo semestre de 2021, tanto nos mercados externo e interno, com o aumento das áreas plantadas na América do Sul, mas com baixos estoques nos EUA e demanda internacional firme. No Brasil, os prêmios de exportação de soja e de farelo de soja seguem em alta no mercado brasileiro, influenciados pela firme demanda externa, especialmente da China. A China intensificou as importações do Brasil, devido a problemas logísticos na infraestrutura do principal canal de escoamento de grãos dos Estados Unidos (Costa do Golfo de Mississipi), causados por recentes passagens de furacões. Além disso, os baixos níveis do rio Paraná seguem prejudicando as exportações da Argentina. Para a soja, os prêmios de exportação operam nos maiores patamares nominais desde novembro/2018, passando de +US$ 2,40 por bushel na semana passada para +US$ 2,48 por bushel.

Para o farelo de soja, os prêmios estão nos patamares mais elevados desde agosto/2014. Diante disso, o crush margin das indústrias saiu de US$ 12,80 por tonelada na semana anterior para US$ 18,24 por tonelada. Nos últimos sete dias, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&F, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no Porto de Paranaguá, apresenta avanço de 1,9%, cotado a R$ 175,95 por saca de 60 Kg. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ registra alta de 1,6% nos últimos sete dias, a R$ 172,16 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, os valores da soja registram valorização de 2,1% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e de 1,9% no mercado de lotes (negociações entre empresas). Os preços do farelo de soja apresentam elevação de 1% nos últimos sete dias.

O óleo de soja (posto em São Paulo com 12% de ICMS) registra avanço de 1,9% no mesmo comparativo, a R$ 7,646,73 por tonelada. Na Bolsa de Chicago, o contrato Novembro/2021 de soja apresenta avanço de 2% nos últimos sete dias, cotado a US$ 12,96 por bushel. Com base no contrato Outubro/2021, os preços futuros de farelo e óleo de soja registram avanço de 1,5% e 1,4%, com respectivos fechamentos de US$ 375,00 por tonelada e US$ 1.252,87 por tonelada. Segundo o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 10 de setembro, a previsão é de produção mundial recorde em 2021/2022, de 384,4 milhões de toneladas, 0,2% a mais que o previsto em agosto. Para o Brasil, as estimativas se mantiveram em volumes recordes, de 144 milhões de toneladas.

 

Enquanto os produtores norte-americanos se preparam para iniciar a colheita de soja, no Brasil a semeadura se iniciou em partes das Regiões Sul e Centro-Oeste. Na Região Sudeste, os produtores aguardam por maior índice pluviométrico para começar os trabalhos. Quanto à demanda, as importações da China permanecem estimadas em 101 milhões de toneladas na temporada, um recorde. O volume de importação também deve ser recorde no México (6,2 milhões de toneladas), na Indonésia (2,7 milhões de toneladas), na Tailândia (4,1 milhões de toneladas), no Vietnã (2 milhões de toneladas) e na Turquia (3,2 milhões de toneladas). O Brasil deve abastecer o mercado internacional com 93,0 milhões de toneladas; os Estados Unidos, com 56,8 milhões de toneladas; o Paraguai, com 6,5 milhões de toneladas; e a Argentina, com 6,3 milhões de toneladas de soja em grão. Fontes: Cepea e Cogo Inteligência em Agronegócio.